A Alpinestars tem presença no motocross profissional há décadas, tanto no AMA como no MXGP. A marca italiana acompanha a evolução do esporte e traz o que aprende na competição para as linhas de produto que chegam ao piloto brasileiro.
Os capacetes da linha Supertech Motocross são o resultado direto desse processo. Cada modelo foi construído com uma proposta diferente, para um tipo de piloto diferente, com necessidades diferentes na pista e na trilha.
Entender as diferenças entre o SM3, o SM5, o SM7 e o SM10 evita escolha errada e dinheiro jogado fora.
A Alpinestars não entrou no mercado de capacetes como estratégia de portfólio. A marca levou anos desenvolvendo tecnologia própria antes de lançar os primeiros modelos da linha Supertech. O objetivo era claro: criar capacetes que funcionassem de verdade em uso intenso, não apenas nos testes de laboratório.
O resultado é a linha SM, que vai do SM3, com tecnologia sólida e preço mais acessível, até o SM10, com construção em carbono e desempenho que excede os padrões atuais das principais homologações do mundo.
A tecnologia compartilhada entre os modelos inclui:
| Viseira patenteada Solta com força pré-determinada em impactos, reduzindo o risco de lesão cervical. | EPS multidensidade Múltiplas densidades por zona garantem absorção de energia distribuída onde é necessária. | ECE 22.06 Homologação europeia mais rigorosa da atualidade. Presente em todos os modelos da linha. |
O que muda entre as linhas é o nível de engenharia, o material do casco, o peso, a ventilação e a proteção contra impactos rotacionais. Cada modelo representa um salto técnico em relação ao anterior.
|
|
|
|
O SM3 é a porta de entrada da linha Alpinestars. Mas entrada não significa ausência de tecnologia.
O casco é termoinjetado em polímero especial com variação de espessura ao longo da estrutura. Isso significa que o fabricante não usa a mesma espessura em todo o casco: as áreas mais críticas recebem mais material, enquanto as regiões menos expostas são mais finas, reduzindo peso sem comprometer proteção.
O sistema EPS interno usa 5 partes com 4 densidades diferentes. Cada zona absorve um tipo de energia. O resultado prático é que o capacete não precisa de uma densidade única para tudo, o que seria ineficiente: regiões com maior risco recebem material mais denso, e zonas que precisam de amortecimento progressivo recebem material mais macio.
Proteção contra impactos rotacionais. A Alpinestars desenvolveu um revestimento de baixo atrito aplicado na parte interna do EPS. Esse revestimento funciona como um plano de deslizamento entre o capacete e o crânio durante impactos angulares, reduzindo a aceleração rotacional transmitida ao cérebro. O princípio é similar ao do liquido cefalorraquidiano, que é o mecanismo natural do corpo para absorver impactos oblíquos.
Ventilação. 10 entradas e 7 saídas de ar, totalizando 17 pontos de ventilação ativa.
Peso. 1.430g (ECE) em tamanho médio.
Homologação. ECE 22.06 + Inmetro.
| Piloto que está entrando no motocross ou na trilha, que quer tecnologia Alpinestars sem desembolsar o valor dos modelos superiores. Funciona bem para uso recreativo, treinos regulares e enduro de menor exigência física. |
O SM5 representa um salto relevante em relação ao SM3, especialmente no que diz respeito ao ajuste anatômico e ao desempenho em impactos.
A construção usa 3 tamanhos de casco e 3 tamanhos de EPS interno, combinados com diferentes espessuras de forração interna e bochechas. Isso gera 6 tamanhos de produto com ajuste real para cada cabeça, não apenas uma carcaça maior ou menor com enchimentos para compensar. A diferença prática está no conforto e na eficiência da absorção de impacto: um capacete mal ajustado perde desempenho de proteção.
Chin bar reengenheirado. A base do queixo foi redesenhada com um perfil que eleva essa área para afastar da clavícula. O EPS dessa região é mais macio e ultrapassa os limites do casco externo, recoberto por borracha mais flexível. Isso reduz o risco de lesão na clavícula em quedas frontais, um dos pontos historicamente críticos nos capacetes off-road.
Desempenho nos testes ECE 22.06. O SM5 supera o padrão de impacto em velocidade regular por 44%, o padrão de impacto em baixa velocidade por 32% e o padrão em alta velocidade por 31%. Para impactos rotacionais oblíquos, o modelo fica 70% abaixo do limite da norma.
Ventilação. 18 pontos de ventilação com viseira projetada para direcionar ar diretamente nos canais internos.
Peso. 1.350g (ECE) em tamanho médio. Uma redução significativa em relação ao SM3.
Homologação. ECE 22.06 + Inmetro.
| Piloto que treina com frequência, participa de competições amadoras ou faz trilhas mais exigentes. O SM5 entrega um nível de proteção que vai além do básico, com ajuste anatômico mais refinado e desempenho documentado nos testes mais modernos. |
O SM7 é onde a Alpinestars muda a construção do casco. Nos modelos anteriores, o material é termoplástico. No SM7, o casco é composto de fibra de vidro, carbono e fibra aramida, unidos por processo de moldagem avançado em pré-impregnado.
Essa mudança de material traz consequências diretas: menor peso com maior resistência estrutural, melhor dissipação de energia no impacto, desempenho de deslizamento superior em quedas com atrito e deflexão controlada, onde o casco não absorve o impacto de forma rígida, mas distribui a energia de forma mais eficiente.
O perfil aerodinâmico é limpo, sem canais externos ou elementos salientes. Isso não é apenas estética: protuberâncias no casco criam pontos de carga em impactos, o que concentra energia em vez de dissipá-la. A superfície curva e lisa do SM7 facilita o deslizamento e redireciona as forças para longe do crânio.
PLASMA Technology. A Alpinestars integrou o material PLASMA nas laterais do SM7, próximo à borda inferior do casco. O PLASMA é um componente patenteado que aumenta a absorção de energia na lateral da clavícula, uma área crítica em quedas de motocross e enduro. É uma tecnologia desenvolvida especificamente para proteger uma zona que os capacetes convencionais frequentemente ignoram.
Sistema A-Head. Ajuste patenteado de ângulo e altura do capacete na cabeça. O SM7 permite calibrar como o capacete assenta, o que melhora o conforto em uso prolongado e garante que a proteção esteja alinhada corretamente com as regiões críticas do crânio.
Visor destacável. O sistema patenteado solta a viseira automaticamente quando ela recebe energia de impacto acima de 15 Joules, independente da direção. Isso evita que a viseira transfira força rotacional para o capacete em quedas.
Ventilação. 20 pontos individuais de ventilação: 13 entradas e 7 saídas.
Proteção rotacional. O SM7 supera o padrão de aceleração rotacional de pico da ECE 22.06 por 76%.
Peso. 1.280g (ECE) em tamanho médio.
Homologação. ECE 22.06 + Inmetro. | Tamanhos de Casco. 3 tamanhos de casco, 6 tamanhos de produto (XS a XXL).
| Piloto que treina sério, compete em nível amador avançado ou profissional, ou que simplesmente quer o melhor custo-benefício dentro da linha composta. O casco em fibra é o diferencial que separa o SM7 dos modelos abaixo. O peso mais baixo e a proteção rotacional documentada fazem diferença em uso intenso. |
O SM10 é o capacete mais avançado da Alpinestars para o segmento off-road. A construção usa carbono 3K na camada externa, uma camada de carbono unidirecional para resistência radial e uma camada de fibra aramida para proteção contra penetração. O epóxi que une essas camadas foi selecionado para maximizar distribuição de energia e gerenciamento de impacto.
Esse sistema de múltiplas camadas permite que o SM10 funcione com casco mais fino e mais leve sem perder proteção. O carbono 3K dissipa energia lateralmente, o carbono unidirecional impede compressão ao redor do casco, e a aramida fecha o conjunto contra penetração de objetos pontiagudos.
Desempenho documentado nos testes ECE 22.06:
| Cenário de teste | Margem acima do padrao ECE 22.06 |
| Impacto linear em velocidade regular | +46% |
| Impacto em baixa velocidade | +23% |
| Impacto em alta velocidade | +28% |
| Aceleração rotacional de pico | +76% |
MIPS. O SM10 inclui o sistema MIPS, uma camada de deslizamento interno independente que se move alguns milímetros durante o impacto, reduzindo ainda mais as forças rotacionais. É uma camada adicional de proteção para um segmento onde impactos oblíquos são frequentes.
Ventilação. 28 pontos de ventilação: 18 entradas e 10 saídas. O sistema mais completo da linha SM.
Side pads destacáveis. Proteções laterais em polímero semiflexível que aumentam a área de contato e distribuem energia de impacto.
ERS. Sistema de remoção de emergência para retirada segura do capacete em caso de acidente.
Peso. 1.260g (ECE) em tamanho médio.
Homologação. ECE 22.06 + Inmetro. | Tamanhos de Casco. 4 tamanhos de casco (S, M, L, XL), 6 tamanhos de produto (XS a XXL).
| Piloto de alta exigência. Quem compete em motocross, enduro nacional ou internacional, quem treina vários dias por semana ou quem simplesmente quer o melhor disponível sem concessão de nenhum tipo. O SM10 não é para quem está começando. É para quem já sabe o que quer e entende o que está pagando. |
| Característica | SM3 | SM5 | SM7 | SM10 |
| Material do casco | Termoplástico | Termoplástico | Fibra de vidro + carbono + aramida | Carbono 3K + carbono UD + aramida |
| Tamanhos de casco | 2 | 3 | 3 | 4 |
| Peso (médio, ECE) | 1.430g | 1.350g | 1.280g | 1.260g |
| Ventilação | 17 pontos | 18 pontos | 20 pontos | 28 pontos |
| Proteção rotacional | Revestimento baixo atrito EPS | Revestimento baixo atrito EPS | Revestimento patenteado EPS | MIPS + revestimento |
| PLASMA (lateral clavícula) | Não | Não | Sim | Não |
| A-Head System | Não | Não | Sim | Sim |
| Side pads removíveis | Não | Não | Não | Sim |
| ERS (remoção emergência) | Não | Não | Não | Sim |
| Homologação | ECE 22.06 + Inmetro | ECE 22.06 + Inmetro | ECE 22.06 + Inmetro | ECE 22.06 + Inmetro |
|
|
||||
|
|
A escolha depende de como você usa a moto.
|
|
||||
|
|
A linha completa de capacetes para motocross e trilha está disponível na Mx Parts, com todos os modelos e opções de cores para comparar antes de decidir.
O SM7 usa casco composto de fibra de vidro, carbono e aramida. O SM10 usa carbono 3K na camada externa, carbono unidirecional para resistência radial e aramida contra penetração. O SM10 também inclui MIPS, que é um sistema de proteção rotacional adicional com camada interna independente, e tem ventilação mais completa com 28 pontos contra 20 do SM7. O SM10 é mais leve e tem desempenho documentado superior nos testes ECE 22.06.
O SM3 tem proteção consistente e homologação ECE 22.06 e Inmetro. Para trilha recreativa e treinos regulares, funciona bem. Para hard enduro ou uso muito intenso, os modelos superiores entregam mais proteção contra impactos rotacionais e casco mais eficiente na dissipação de energia.
PLASMA é um material patenteado pela Alpinestars integrado nas laterais inferiores do casco do SM7. Ele aumenta a absorção de energia na lateral da clavícula em quedas. É uma proteção adicional para uma área crítica em motocross e enduro.
O SM10 tem o sistema de ventilação mais completo da linha SM, com 28 pontos individuais (18 entradas e 10 saídas). O SM7 vem em seguida com 20 pontos. O SM3 tem 17 pontos. Para trilhas longas no calor, a diferença de ventilação entre os modelos é percebida especialmente em ritmo mais alto.
Sim. O sistema patenteado de liberação da viseira está presente em todos os modelos da linha SM. A viseira solta com uma força pré-determinada para evitar que ela transfira energia ao pescoço em impactos.
Para competição, o SM7 ou o SM10. O SM7 já entrega casco composto, proteção rotacional documentada e o sistema PLASMA. O SM10 adiciona carbono de alta performance, MIPS e o sistema de ventilação mais completo da linha. A escolha entre os dois depende do nível de exigência e do orçamento disponível.
O Inmetro é a certificação obrigatória para comercialização de capacetes no Brasil. Todo capacete vendido legalmente no país precisa ter o selo do Inmetro, que garante que o produto passou por testes de segurança dentro dos padrões exigidos pela regulamentação brasileira. Os capacetes da linha SM da Alpinestars comercializados no Brasil possuem a certificação Inmetro, além da homologação ECE 22.06.
Um capacete off-road funciona em conjunto com os outros equipamentos. A combinação de capacete com óculos de proteção, proteção cervical e colete tem impacto direto na segurança total do piloto. Conhecer bem cada produto da linha ajuda a montar um setup que faz sentido para o tipo de uso.
A linha SM da Alpinestars foi construída para oferecer uma progressão entre os modelos: cada salto representa tecnologia mais avançada, construção mais refinada e desempenho mais alto. O piloto que cresce dentro do esporte encontra um modelo adequado para cada fase.
Vale conferir as diferenças de cada linha com calma antes de decidir.
| [ Assistir no YouTube ] |
Fale o que está buscando