Logo abaixo vem uma camada de carbono unidirecional. Ela dá resistência radial ao capacete, ou seja, resiste à compressão lateral sem perder a capacidade de deflexão controlada. Isso importa nos impactos que não vêm em linha reta, que são exatamente os mais comuns nas quedas em trilha e motocross.
A terceira camada é em fibra de aramida, o mesmo material usado em equipamentos balísticos. Ela existe para uma função só: resistência à penetração. Pedras, raízes, stump, qualquer objeto pontudo que eventualmente atinge o capacete em alta velocidade.
O resultado dessa combinação é um capacete que supera o limite do ECE 22.06 em 46% nos impactos lineares diretos, em 23% nos impactos de baixa velocidade e em 28% nos de alta velocidade. Para impactos oblíquos, os que vêm em ângulo, a margem é de 76% acima do exigido pela norma.
Esses números não são marketing. São os testes publicados pela Alpinestars com base nos protocolos da regulamentação vigente.
Um detalhe técnico que a maioria dos pilotos ignora até sentir na pele: muitos capacetes do mercado usam dois de casco para cobrir todo o espectro de numeração. O resultado é um capacete P/M/G com espumas internas fazendo o trabalho que deveria ser do casco.
O SM10 usa quatro tamanhos de casco diferentes: 56, 58, 60 e 62. Cada tamanho de cabeça recebe um casco proporcional à sua anatomia.
Isso tem três efeitos diretos: o peso cai porque não há material excedente, o conforto sobe porque a distribuição de pressão é melhor, e a eficiência protetora aumenta porque o EPS não precisa compensar um casco oversized.
O SM10 tem 18 entradas e 10 saídas de ar, totalizando 28 portas de ventilação. Esse número isolado não diz nada. O que importa é como elas trabalham juntas.
O design aerodinâmico da carcaça, sem canais externos salientes, foi desenvolvido para criar fluxo de ar através do capacete, não ao redor dele. Em dia de calor, com veloci-dade de pista, a diferença em relação a capacetes convencionais é percebida nas primeiras voltas.
Para quem pilota trilha em regiões quentes, ou quem compete em outubro e novembro no cerrado e no nordeste brasileiro, esse nível de ventilação deixa de ser luxo e vira necessidade.
O SM10 Jett Lawrence vem equipado com o sistema MIPS (Multi-directional Impact Protection System). A função dele é simples de entender: nas quedas, a cabeça raramente bate em linha reta com o solo. O ângulo de impacto gera uma energia rotacional que vai direto para o cérebro, mesmo que o capacete resista bem ao impacto linear.
O MIPS cria uma camada de deslizamento interno que absorve parte dessa rotação antes que ela seja transmitida para o crânio. Para quem pilota com frequência, seja em competição ou em trilhas técnicas, esse sistema representa uma camada de proteção que os capacetes sem MIPS simplesmente não oferecem.
Um dos pontos mais críticos em capacetes de motocross e que raramente recebe atenção nas fichas técnicas é a queixeira. O SM10 teve esse componente completamente redesenhado.
A base da queixeira tem um recorte específico para aumentar a folga em relação à clavícula. O EPS nessa região vai além da borda do casco, e o material externo é borracha flexível. Em uma queda com impacto frontal, essa configuração reduz a chance de lesão na clavícula, que é uma das fraturas mais comuns no motocross.
Para quem já passou por uma fratura de clavícula, esse detalhe vale mais do que qualquer gráfico no capacete.
O sistema A-Head Fitment da Alpinestars permite ajustar a altura e o ângulo em que o capacete assenta na cabeça, sem precisar trocar espumas. Para pilotos com formatos de crânio menos convencionais, esse ajuste faz diferença no conforto em sessões longas.
O sistema ERS (Emergency Visor Release) permite a retirada rápida da viseira em situações de emergência, sem ferramentas. Combinado com o sistema de remoção de emergência do capacete, facilita o atendimento no caso de acidente com necessidade de imobilização cervical.
As pads laterais são removíveis e feitas em polímero semiflexível, aumentando a área de contato lateral e ajudando a distribuir energia de impacto também pelas laterais do casco.
O peso fica entre 1.260g e 1.310g com as pads laterais instaladas, chegando a 1.370g com a extensão de viseira. Para um capacete com essa construção e esse nível de proteção, o resultado é acima do esperado.
O SM10 Jett Lawrence foi construído para competição. Isso não significa que um trilheiro não pode usá-lo, significa que as escolhas de engenharia foram feitas pensando em quem vai colocar o capacete em condições extremas.
Se você:
anda em pistas de motocross ou velocross
pilota em trilhas com alta demanda técnica
prioriza proteção sobre qualquer outro atributo
tem calor como inimigo constante enquanto acelera
quer o capacete que o Jett Lawrence usa dentro das corridas
o SM10 Jett Lawrence está no nível certo para o seu uso.
Jett Lawrence usou as próprias palavras para descrever o projeto: queria algo que representasse ele e o sobrenome da família, algo que ele pudesse ter orgulho. Trabalhar com a Alpinestars para trazer o capacete à vida foi, nas palavras dele, uma experiência que ele quer que os fãs também vivam.
O SM10 Jett Lawrence não é uma edição de prateleira com gráfico diferente. É uma réplica fiel do capacete que vai para a pista com ele. Isso inclui construção, proteção, ventilação e conforto.
Para quem busca um capacete premium de motocross com homologação ECE R 22.06, Inmetro e DOT, e que entrega performance no calor e em condição de impacto, o SM10 Jett Lawrence é uma das escolhas mais sólidas disponíveis no mercado hoje.
Produto: Capacete Alpinestars SM10 Jett Lawrence
Categoria: Capacete Motocross / Velocross / Off-Road
Homologações: ECE R 22.06 / DOT / Inmetro
Peso: 1.260g - 1.370g
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