O Tech-Air MX é o sistema de airbag off-road mais avançado da Alpinestars, desenvolvido ao longo de mais de uma década de testes com os melhores atletas de motocross e supercross do mundo. Não é uma proteção passiva comum: é um colete com airbag autônomo, com detecção de impacto por inteligência artificial, que infla em cerca de 40 milissegundos para proteger ombros, peito e costas antes do contato mais forte numa queda.
Para o piloto de motocross, isso muda a conta da proteção. Salto mal calculado, cruzada na seção de ritmo, terreno acidentado em alta: são situações em que o airbag entra em ação sozinho, sem depender de você acionar nada. Abaixo, o que está por trás desse sistema e o que ele faz na prática.
O cérebro do Tech-Air MX é uma central eletrônica que lê o que a sua moto e o seu corpo estão fazendo o tempo todo. Ela usa três acelerômetros e três giroscópios para monitorar movimento, ângulo e força continuamente.
A leitura desses sensores passa por um algoritmo de aprendizado de máquina, treinado com dados de pilotagem de atletas de elite de MX e SX. Na prática, o sistema aprendeu a reconhecer a dinâmica de uma queda e a separar isso dos movimentos normais de pilotagem agressiva. O resultado é proteção na hora certa, com menos risco de disparo em falso quando você está só forçando o ritmo.
Quando a central identifica a sequência de uma queda, o airbag infla rápido para absorver a energia do impacto antes do contato principal com o solo ou com um obstáculo. É o tipo de resposta que dá confiança para atacar salto, seção de ritmo e trecho pesado.
O Tech-Air MX vem com quatro perfis de proteção, ajustáveis pelo aplicativo Tech-Air ou pelos controles no próprio colete. Cada modo calibra o sistema para um tipo de uso:
MX é o modo padrão de motocross. MX Race é voltado ao ritmo de prova. Enduro se ajusta ao andar mais longo e variado. Rally atende ao uso de longa distância em terreno aberto.
Isso importa porque a dinâmica de uma queda muda conforme a disciplina, o ritmo e o terreno. Poder escolher o perfil deixa a proteção mais alinhada ao que você está fazendo naquele dia.
Quando inflado, o Tech-Air MX cobre ombros, peito e costas, as regiões do tronco superior mais expostas numa queda de motocross. De acordo com a Alpinestars, o airbag inflado oferece mais de quatro vezes a proteção contra impacto de uma proteção passiva sozinha.
O sistema é certificado como Airbag CE Categoria II, em conformidade com a norma EN 1621-4:2013, que é o padrão europeu específico para airbags de motociclismo. A inflagem completa acontece dentro de uma janela de cerca de 40 milissegundos a 5 segundos após a detecção, com tempo médio de inflagem em torno de 40 milissegundos.
Além do airbag, o colete traz proteção passiva integrada CE Nível 1 no peito e nas costas, que segue protegendo mesmo com o sistema não acionado. O airbag é certificado para até seis disparos, desde que o sistema permaneça sem danos.
O airbag é montado sobre o protetor de costas Nucleon PLASMA, também CE Nível 1, com estrutura em favo de mel. Esse desenho deixa o protetor leve e ventilado, funcionando como base do sistema sem virar um bloco pesado nas costas.
O chassi do colete é uma malha stretch respirável, com modelagem ergonômica de baixo perfil, fitas elásticas e presilhas de ajuste. O sistema completo pesa em torno de 3.140g a 3.170g conforme o tamanho, distribuído no corpo de forma a não travar o movimento.
O baixo perfil também traz versatilidade de uso: o colete foi pensado para ser usado por cima ou por baixo do equipamento de motocross, então você encaixa ele na sua configuração de proteção atual sem ter que mudar tudo.
Todo o sistema é autônomo. A arquitetura eletrônica é fechada, com o conjunto de sensores interno e um único inflador de gás integrado. Não precisa de sensores externos nem de GPS para funcionar, o que simplifica o uso e elimina pontos de falha.
A central eletrônica fica montada dentro do protetor de costas certificado, em um alojamento selado e protegido contra impacto, para manter a eletrônica segura nas quedas. Os componentes e conectores são vedados contra intempérie e projetados para operar de -10 °C a +50 °C, faixa que cobre desde o frio de manhã cedo até o calor de um dia pesado de treino. O sistema eletrônico atende à norma ECE R10.04 de compatibilidade eletromagnética, para estabilidade de funcionamento.
A bateria entrega até 30 horas de uso por carga, o suficiente para atravessar um fim de semana de prova ou vários dias de treino sem preocupação. Quando o tempo aperta, uma carga rápida de 1 hora adiciona cerca de 8 horas de autonomia.
A ativação é simples e feita para funcionar de luva: o sistema liga e desliga sozinho pelo sensor da presilha esquerda, sem botão escondido para procurar no paddock ou no grid.
O Tech-Air MX conecta por Bluetooth ao aplicativo Tech-Air. Por ele você confere o status do sistema, gerencia os modos de pilotagem e faz o diagnóstico sem fio, mantendo o colete pronto para rodar.
A central é atualizável: dá para carregar novas versões de firmware pelo próprio aplicativo, então o sistema evolui sem troca de hardware. O carregamento da bateria é feito por uma porta USB-C protegida, integrada ao painel frontal junto de um módulo de display LED com janela selada, que mostra o estado do sistema.
A construção é modular. A central e a bolsa do airbag são removíveis, o que facilita a limpeza e a manutenção do colete ao longo do uso.
Por ser um item de segurança, vale ser direto sobre os limites do sistema.
Ele protege o tronco superior: ombros, peito e costas. Não cobre cabeça, braços, pernas ou quadril, então o capacete e as demais proteções continuam necessários. O airbag complementa o seu equipamento, não substitui o restante.
O sistema depende de carga de bateria para funcionar. Sem bateria, você fica apenas com a proteção passiva CE Nível 1 do peito e das costas.
O inflador de gás é de uso único por disparo. Depois que o airbag infla, o inflador precisa ser substituído para o sistema voltar a proteger, e essa troca é feita onde for permitido. O airbag é certificado para até seis disparos enquanto o sistema estiver sem danos.
É para o piloto de motocross, supercross, enduro ou rally que quer levar a proteção do tronco superior a outro patamar sem abrir mão de mobilidade. Faz sentido para quem anda forte, treina com frequência e corre, e para quem quer um sistema autônomo, que trabalha sozinho e se ajusta à disciplina do dia. Pelo valor e pela tecnologia envolvida, é um equipamento para quem leva a proteção como prioridade na pilotagem.
Uma central eletrônica com três acelerômetros e três giroscópios monitora o movimento continuamente. Um algoritmo de inteligência artificial, treinado com dados de pilotos de elite, reconhece a dinâmica de uma queda e dispara o airbag, que infla em cerca de 40 milissegundos para absorver o impacto antes do contato mais forte.
Quando inflado, ele cobre ombros, peito e costas, o tronco superior. Além do airbag, tem proteção passiva CE Nível 1 no peito e nas costas, que segue ativa mesmo com o sistema não acionado. Ele não cobre cabeça, braços e pernas, então o capacete e as demais proteções continuam necessários.
Sim. O chassi é de baixo perfil e foi projetado para ser usado das duas formas, por cima ou por baixo do equipamento de motocross, encaixando na configuração de proteção que você já usa.
O airbag é certificado para até seis disparos, desde que o sistema não sofra dano. Cada disparo usa um inflador de gás de uso único, que precisa ser substituído para o sistema voltar a proteger. A troca é feita onde for permitido.
O airbag é certificado como CE Airbag Categoria II, conforme a norma EN 1621-4:2013, o padrão europeu específico para airbags de moto. O colete ainda traz proteção passiva CE Nível 1 no peito e nas costas.
Até 30 horas de uso por carga. Uma carga rápida de 1 hora adiciona cerca de 8 horas, o que cobre um fim de semana de prova ou dias seguidos de treino.
Não. A arquitetura é autônoma e fechada, com sensores internos e inflador de gás integrado. Não depende de GPS nem de sensores externos para funcionar.
Não. Ele complementa o equipamento, elevando a proteção do tronco superior, mas o capacete e as demais proteções seguem necessários. E o sistema depende de bateria: sem carga, você fica só com a proteção passiva CE Nível 1.
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