A Race Tech ficou conhecida no Brasil pelas jaquetas com boa entrega pelo preço que cobra. O Volt é a chegada da marca no capacete, e segue a mesma lógica: resolver o que o motociclista usa todo dia, sem inflar a conta com o que ele não vai usar.
É um capacete fechado de perfil urbano, com viseira solar interna, forração lavável e fecho micrométrico. Feito para o trajeto casa e trabalho, o corredor, o rolê de fim de semana e a estrada curta.
O casco é produzido em termoplástico injetado sob alta pressão.
Injetar sob alta pressão significa forçar o material dentro do molde com pressão controlada, o que reduz falhas internas e mantém a espessura mais uniforme por toda a peça. Casco com espessura irregular tem pontos fracos, e é justamente isso que a injeção sob pressão evita.
O benefício aparece na resistência estrutural e na consistência entre uma unidade e outra. Você compra um capacete que sai igual ao que foi testado.
Por dentro do casco fica o EPS, a espuma que faz o trabalho de absorver energia em um impacto.
O casco resiste e distribui a força. O EPS amassa de forma controlada e transforma a energia do impacto em deformação, para que ela não chegue inteira na cabeça. É o mesmo princípio da zona de deformação de um carro.
Multidensidade significa que essa espuma não é uniforme. Ela combina regiões com densidades diferentes, porque a cabeça não bate sempre no mesmo ponto nem com a mesma força. Áreas mais densas lidam melhor com impactos fortes, áreas menos densas absorvem melhor os impactos leves. O resultado é uma resposta mais adequada em mais cenários de queda.
As entradas de ar são ajustáveis e integradas ao EPS.
Esse detalhe muda tudo na ventilação. Muito capacete tem entrada de ar bonita por fora que morre no EPS, porque a espuma não tem canal para o ar circular. O ar entra e para ali.
Com os canais desenhados dentro do EPS, o fluxo atravessa a cabeça e sai pela traseira, levando calor e umidade junto. Na prática, é a diferença entre suar parado no farol e sentir o ar correndo no topo da cabeça.
Ajustável quer dizer que você abre no calor e fecha no frio, na chuva ou na estrada, quando o vento entrando direto incomoda.
O spoiler na traseira do casco trabalha o ar que passa pelo capacete em velocidade.
Sem tratamento aerodinâmico, o ar que contorna o casco cria turbulência atrás, e essa turbulência puxa o capacete e vibra. Depois de meia hora de rodovia, isso vira cansaço no pescoço, mesmo que você nem perceba de onde vem.
O spoiler organiza esse fluxo e reduz a instabilidade em velocidade. Menos capacete brigando com o vento, menos fadiga cervical no fim do trajeto.
A viseira tem 2,2 mm de espessura, com tratamento UV e anti-risco.
Tratamento UV. Barra a radiação ultravioleta que atravessa a viseira. Isso importa para quem roda todo dia sob sol forte, porque exposição prolongada cansa a vista e a proteção fica entre você e o sol o trajeto inteiro.
Tratamento anti-risco. É uma camada de superfície que resiste melhor ao atrito. Viseira riscada é o item que mais estraga capacete bom, porque à noite cada risco vira um borrão sobre o farol do carro que vem na frente. Retardar isso é vida útil a mais para o capacete inteiro.
O sistema de troca de viseira é rápido, sem ferramenta. Quem já ficou parado na garagem tentando encaixar viseira com chave de fenda entende o valor disso.
O Volt tem viseira solar interna.
É a segunda viseira, escura, que fica escondida dentro do casco e desce quando você quer. Você resolve sol forte sem trocar de viseira e sem carregar óculos escuros por baixo do capacete.
O ganho é no fim de tarde, quando o sol está baixo e bate direto nos olhos. Desce a solar. Entrou num túnel ou anoiteceu, recolhe e segue com a viseira transparente.
A forração sai, lava e volta.
Capacete acumula suor. Depois de alguns meses de uso diário, a forração que não sai vira um problema que você sente no cheiro e na pele. Poder lavar mantém o capacete utilizável por muito mais tempo.
O tratamento antialérgico reduz a chance de irritação na testa e no rosto, que é onde o tecido fica em contato constante com a pele suada.
A forração ainda traz inserções refletivas, que ajudam na visibilidade quando o capacete está fora da moto, no escuro.
O sistema easy fit deixa o capacete preparado para intercomunicador.
Isso significa que a forração e o EPS já têm os recortes para alojar os alto-falantes. Sem isso, você precisa comprimir o fone contra a orelha, e o que era conforto vira dor de ouvido depois de uma hora.
Para quem usa GPS, atende chamada ou anda em grupo, esse é um dos itens que mais pesam no dia a dia.
Bavete removível. É a peça de tecido embaixo do queixo. Ela corta o vento e o ruído que sobem por baixo do capacete. Sai quando você quer mais ar.
Narigueira alta. Fica sobre o nariz e desvia o ar quente da respiração para baixo, longe da viseira. É o que reduz o embaçamento no farol, na chuva e no frio.
Fecho micrométrico. A cinta jugular fecha por catraca dentada. Você regula o comprimento uma vez e depois é só encaixar e puxar. Diferente do fecho de argolas, o micrométrico abre e fecha com a luva na mão, sem tirar do dedo em cada parada.
O Volt é capacete de rua. Deslocamento diário, uso urbano, rolê de fim de semana, estrada curta e serra.
Faz sentido para você se:
O Volt reúne os itens que aparecem no uso diário: viseira solar, forração lavável, ventilação que atravessa o EPS, preparação para intercomunicador e fecho que você opera de luva.
É a estreia da Race Tech no segmento e segue a leitura que a marca já tinha nas jaquetas: entregar função pelo preço que cobra.
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