A melhor forma de entender um capacete de trilha é acompanhar uma trilha inteira com ele na cabeça. É o que vamos fazer aqui com o R3 Takker.
Casco em ABS injetado, 1.378g no tamanho 58, EPS de quatro densidades, quinze canais de ar e fecho duplo-D. Homologado na ECE 22.06 e certificado pelo Inmetro. Agora, na prática.
Você veste o capacete e afivela o duplo-D.
A cinta de 22 mm reforçada passa pelas duas argolas e dobra sobre si mesma. Leva dois ou três segundos a mais que um engate rápido, e essa é a única desvantagem dele. A vantagem aparece em tudo o mais: não tem catraca, mola ou plástico para ceder, e quanto mais força uma queda aplicar, mais firme ele trava.
É por essa confiabilidade que o duplo-D é o único sistema aprovado nas competições oficiais da FIM, a Federação Internacional de Motociclismo. Você começa a trilha sabendo que o capacete vai ficar onde deve ficar.
Nos primeiros quilômetros o terreno é fácil e é aqui que a leveza trabalha sem você perceber.
O R3 Takker pesa cerca de 1.378g a seco no tamanho 58. Num capacete off-road de termoplástico, esse número é enxuto, do tipo que costuma aparecer em modelos de fibra bem mais caros.
Você não sente o peso agora porque ele é baixo. Vai sentir a ausência dele lá na frente. Em trilha, a cabeça não para: olha a linha, procura o apoio, checa o obstáculo, vira nas curvas. São centenas de movimentos de pescoço, e é neles que o peso do capacete é cobrado, um pouco de cada vez.
O casco em ABS injetado é o que entrega essa combinação de resistência e peso baixo sem levar o preço para a faixa da fibra ou do carbono.
Agora o terreno fecha. A subida é íngreme, cheia de pedra, e a moto sobe patinando. O braço já pesa e a respiração acelera.
Este é o momento que separa capacete bom de capacete ruim. Na estrada, a velocidade empurra ar para dentro. Aqui não tem velocidade, só esforço e o calor do corpo sobe sem ter para onde ir.
O R3 Takker tem 9 canais de captação e 6 de exaustão, integrados às canaletas moldadas no EPS. O ar entra pela frente e pelo topo, corre rente à cabeça pelos canais da espuma e sai pela traseira puxando o calor. Mesmo a passo, com a ajuda do vento fraco, o circuito continua trabalhando.
É a diferença entre chegar no topo da subida incomodado com o calor ou chegar respirando. Nove entradas e seis saídas não são números para se ignorar, são essas entradas e saídas de ar que mantém a cabeça funcionando no trecho mais duro.
Passou a subida, começa a descida, e o sol da tarde bate direto nos olhos.
A pala do R3 Takker tem ajuste de altura. Você baixa um pouco e corta a luz na posição certa. Se precisar enxergar mais longe num trecho aberto, levanta e libera a visão para cima.
E tem o detalhe que só importa se você cair: a pala é semiflexível. Numa queda de frente, pala rígida trava e joga a torção para o pescoço. A semiflexível cede, absorve parte do impacto e volta ao lugar. É a diferença entre ela dobrar ou quebrar, e entre proteger o pescoço ou não.
Em algum ponto da trilha, a roda escapa e você vai ao chão. Faz parte.
É aqui que o EPS entra. A espuma branca por dentro do capacete é quem absorve a maior parte da energia do impacto. O casco espalha, o EPS consome.
E o EPS do R3 Takker tem quatro densidades diferentes, distribuídas pela cabeça. O motivo é que a queda de hoje não é igual à de amanhã: teve o tombo parado, a zero por hora, e pode ter a queda em velocidade num salto que não fechou. Espuma macia responde bem ao impacto leve, espuma dura segura o forte sem colapsar. Quatro densidades cobrem essa variação em vez de dar uma resposta única para tudo.
Você levanta, sacode a poeira e segue. O capacete fez o trabalho dele.
Chegou. A camiseta encharcada, o rosto marcado pelo óculos e a forração do capacete tomada de suor.
A forração do R3 Takker é respirável, sai por completo e é lavável, com tratamento hipoalergênico. Off-road é suor garantido, e forro que nunca lava satura, endurece, marca a testa e pega cheiro. Poder tirar tudo e lavar mantém o capacete confortável e higiênico ao longo das temporadas.
O tratamento hipoalergênico ajuda quem tem pele sensível na testa e nas maçãs do rosto, área que passa a trilha inteira em contato com a espuma.
Combina com:
Não combina com:
Posso usar o R3 Takker na rua?
É um capacete off-road, para trilha, motocross, velocross e enduro. No trajeto curto até a trilha funciona, mas em rodovia a pala pega vento, e o capacete é mais barulhento e menos vedado que um fechado. Para o dia a dia urbano, o fechado é o certo.
O R3 Takker é diferente das outras versões do R3?
Muda só o grafismo. Peso, casco, EPS de quatro densidades, ventilação, fecho, pala e homologação são os mesmos. O que muda é o desenho de cores.
Preciso de óculos de motocross?
Sim, comprado à parte. Capacete off-road não tem viseira, a frente é aberta e quem protege os olhos é o óculos. Vale para todos os capacetes da categoria.
Por que o fecho é duplo-D?
Porque é o mais seguro e o único aprovado pela FIM. Ele trava por atrito, sem mecanismo que possa ceder. A troca é afivelar em alguns segundos a mais que um engate rápido.
Quanto pesa e quais tamanhos existem?
Cerca de 1.378 g a seco no tamanho 58, leve para off-road em termoplástico. Disponível nos tamanhos 56, 58, 60 e 62.
O EPS de quatro densidades faz diferença mesmo?
Faz. Como as quedas variam de intensidade, distribuir quatro densidades pela cabeça dá ao capacete respostas diferentes para impactos diferentes, em vez de uma resposta única para tudo.
Do afivelar do duplo-D até a forração encharcada no fim, o R3 Takker acompanha a trilha inteira fazendo o trabalho dele: leveza de 1.378 g para o pescoço aguentar, quinze canais de ar para a cabeça respirar na subida, EPS de quatro densidades para a queda e pala semiflexível para o sol e para o tombo.
Homologado na ECE 22.06 e certificado pelo Inmetro, é a ASW entregando um off-road que entende a trilha brasileira, com preço para quem está começando.
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