Quem roda todo dia na cidade sabe que capacete pesado não incomoda na primeira meia hora. Incomoda no fim do dia, no trânsito parado, com o sol batendo em cima e o pescoço reclamando de cada arrancada e cada freada.
O Connor foi desenhado para esse tipo de rotina. Casco em termoplástico HRT, 1.450g e um sistema de ventilação desenvolvido dentro do túnel de vento da Airoh. É um capacete fechado de uso diário, com linhas puxadas para o lado esportivo, mas com a cabeça no conforto de quem passa horas em cima da moto no asfalto.
A grafia Bot traz a identidade visual da linha Connor sem fugir do que a Airoh faz de melhor: capacete italiano com desenho limpo e boa relação entre peso, ventilação e acabamento.
O HRT é um termoplástico de alta resistência injetado. Na prática, ele distribui melhor a energia de um impacto ao longo da estrutura em vez de concentrar tudo em um ponto só. É o mesmo tipo de construção usado em capacetes de rua que precisam aguentar uso pesado sem virar um bloco pesado na cabeça.
O ponto que mais faz diferença aqui são os três tamanhos de casco. Muita marca usa um casco único e apenas engrossa a forração para fechar as numerações menores. O resultado é um capacete que parece grande demais em quem usa P e apertado na parte errada em quem usa GG.
Com três cascos cobrindo a faixa de tamanhos, o capacete acompanha melhor o formato da cabeça. Você sente isso no primeiro uso: o capacete assenta em vez de balançar, o barulho de vento diminui e a viseira fecha alinhada com a linha dos olhos.
1.450g ± 50g coloca o Connor na faixa leve dos capacetes fechados em termoplástico.
A diferença de 100 ou 150g parece pouco no papel. Ela aparece em situações específicas: no semáforo quando você olha por cima do ombro para trocar de faixa, na hora de virar a cabeça para checar o retrovisor no corredor, e principalmente depois de uma hora de trânsito. Menos peso significa menos esforço da musculatura cervical repetido centenas de vezes ao longo do dia.
Em viagem curta na estrada o efeito é o mesmo. O pescoço chega menos cansado, e cansaço de pescoço é uma das coisas que mais tira precisão da pilotagem sem que o piloto perceba.
O Connor usa entradas de ar no queixo e na parte superior do casco, com extratores traseiros que puxam o ar quente para fora.
Ventilação em capacete não é só ter buraco. O que define se funciona é o caminho que o ar faz por dentro: entra na frente, corre pelos canais do EPS e sai atrás por diferença de pressão. É isso que a Airoh calibra no túnel de vento.
Onde você percebe: no calor do meio-dia, parado no farol, quando o capacete comum vira uma estufa. Com o fluxo funcionando, a temperatura interna cai e a viseira embaça menos ao voltar a andar.
Em contrapartida, capacete bem ventilado é capacete que deixa entrar mais ar frio no inverno. Para quem roda em região de temperatura baixa, uma balaclava resolve.
A viseira do Connor tem campo de visão ampliado nas laterais. Isso não é detalhe estético. No trânsito, boa parte da leitura acontece na visão periférica: o carro que entra na sua faixa, a moto que vem pelo corredor do lado, o pedestre saindo entre dois carros. Quanto menos moldura na frente dos olhos, mais cedo você enxerga.
O sistema ATVR (Airoh Tool-less Visor Removal) permite tirar e recolocar a viseira sem ferramenta. Parece detalhe pequeno, mas conta para quem alterna entre viseira transparente durante a semana e fumê no fim de semana, ou para quem lava o capacete com frequência.
A viseira ainda tem:
O Connor usa engate micrométrico com cinta jugular. Você ajusta a tensão uma vez e depois é só encaixar e soltar a lingueta.
Para uso urbano, com várias paradas por dia, isso conta. O engate rápido reduz a tentação de andar com a cinta frouxa por preguiça de ajustar argola dupla toda vez. Capacete só protege quando está firme na cabeça.
O Connor é compatível com os sistemas de comunicação AWC4 e AWC2 da Airoh, vendidos separadamente.
Os recortes internos já existem, então a instalação dos alto-falantes não força a forração nem cria ponto de pressão na orelha. Para quem usa GPS por áudio no dia a dia ou anda em grupo, é a diferença entre um encaixe limpo e uma gambiarra que incomoda depois de meia hora.
A forração interna sai por completo para lavagem.
Capacete urbano toma suor todo dia. Sem lavagem, a espuma satura, endurece e passa a marcar a testa. Poder tirar tudo e lavar mantém o conforto original por muito mais tempo e evita o cheiro que aparece depois de alguns meses.
O Connor faz sentido para:
Não é a escolha mais indicada para:
O Connor tem viseira solar interna?Não. O Connor trabalha apenas com a viseira externa. Quem roda muito em sol forte pode usar óculos escuros por baixo, já que o formato interno permite o encaixe das hastes sem pressionar a têmpora.
O Connor aceita Pinlock?A viseira é preparada para lente antiembaçante. Confirme com a Mx Parts se o acompanha a caixa ou é vendido separadamente para esta versão.
O capacete é quente?Não. A ventilação foi calibrada em túnel de vento com entrada no queixo, entradas superiores e extratores traseiros. É um capacete que trabalha bem em clima quente. Em cidade de inverno rigoroso, vale usar balaclava.
Como escolher o tamanho do Airoh Connor?Meça a circunferência da cabeça com uma fita métrica, cerca de um dedo acima das sobrancelhas. Como o Connor usa três tamanhos de casco, a numeração tende a ser mais fiel do que em capacetes de casco único.
Dá para instalar intercomunicador?Sim. O Connor é preparado para os sistemas AWC4 e AWC2 da Airoh, com espaço interno previsto para alto-falantes. Os módulos são vendidos separadamente.
O Connor resolve bem o problema mais comum de quem anda de moto todo dia na cidade: calor, peso e cansaço acumulado.
Casco leve em termoplástico HRT, três tamanhos de casco para um assentamento mais fiel, ventilação calibrada em túnel de vento e viseira com campo de visão ampliado formam um conjunto direto ao ponto para o uso urbano. Sem excesso, sem peso desnecessário e com o acabamento que a Airoh entrega há anos no segmento.
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