Red Bud é uma das etapas mais tradicionais do AMA Motocross nos Estados Unidos, e a data da largada em 2026 cai bem em cima do 4 de julho, feriado de independência do país. A Alpinestars aproveitou essa coincidência para lançar a Tech 7 Red Bud, uma edição especial da bota com cores predominando o azul e o vermelho da bandeira americana.
Por baixo da pintura comemorativa, a base da bota segue a engenharia da Tech 7, revisada para ficar mais leve, mais confortável e com mais proteção do que as versões anteriores.
A zona de troca de marcha tem base assimétrica em TPU, desenhada de forma diferente para o pé esquerdo e para o pé direito. Isso reduz a rotação da parte frontal da bota e facilita a troca de marcha. Uma alma metálica reforça a sola por baixo do pé, e a biqueira reforçada aguenta o atrito constante com o pedal de câmbio.
O sistema de pivô duplo, medial e lateral, de baixo perfil, permite que o tornozelo flexione de forma parecida com o movimento natural do pé. Isso melhora a sensação da moto embaixo do pé, o controle na hora de trocar de marcha ou pisar no freio traseiro, e reduz o cansaço em pilotagem longa.
Na frente, os de flexão absorvem impacto dentro do fole (bellow) frontal. Em vez de travar o movimento com uma barreira rígida, a bota cede de forma progressiva quando recebe carga, o que ajuda em situações de impacto direto contra pedra ou raiz.
As zonas de amortecimento no tornozelo e na espinela concentram a proteção nos pontos que mais recebem energia numa queda, sem transformar a bota inteira num bloco rígido.
A proteção em TPU cobre biqueira, peito do pé, calcanhar, tornozelo, batente e espinela, com compostos extra rígidos na biqueira e no calcanhar. São os pontos que mais tocam o chão, a moto ou uma pedra no momento de uma queda.
A parte superior é em couro camurça com microfibra leve, o que aumenta a resistência a impacto e abrasão sem deixar a bota pesada. Uma ponte traseira em TPU protege o tendão de Aquiles, área que fica exposta em muitas botas de trilha.
Por dentro, o forro em tecido com espuma 3D de célula aberta, somado ao reforço em camurça antideslizante no calcanhar, segura o pé no lugar e resiste ao atrito repetido dessa zona de alto desgaste.
A sola é vulcanizada, em peça única, com dois compostos de borracha, o que ajuda na aderência e na absorção de impacto embaixo do pé. Um indicador de desgaste na área do pino mostra uma camada vermelha quando a sola está gasta e precisa de troca, e uma camada de Kevlar® logo abaixo mantém a estrutura da bota firme mesmo depois que a sola externa desgastar.
A bota é certificada CE segundo a norma EN 13634:2017, padrão europeu específico para calçado de proteção de motociclistas. Essa norma testa resistência à abrasão, resistência a corte e rigidez transversal da sola, que é o que evita o esmagamento do pé numa queda com a moto por cima.
O fechamento usa presilhas em polímero sobre estrutura de alumínio, com sistema de autoalinhamento e destravamento rápido. Os receptores das presilhas também são autoalináveis, com geometria antirrotação, o que facilita encaixar a presilha certa no lugar certo mesmo com luva e sem precisar olhar para baixo.
O fole traseiro é em microfibra macia, com corte específico para a parte de trás da bota e sobreposição de vedação, o que ajuda a barrar areia, poeira e água entrando por cima da bota.
Um painel medial estendido em TPU, com o de borracha vulcanizada num composto resistente a calor e abrasão, reforça a lateral interna da bota, exatamente a região que mais encosta perto do motor e do escapamento.
A aba de puxar moldada facilita calçar a bota, e a espinela compacta em TPU tem geometria de encaixe amplo com fechamento reforçado em velcro, o que ajuda a adaptar em pernas de formatos diferentes sem apertar demais nem folgar.
No trânsito de pilotos que trocam de marcha o tempo todo, a base assimétrica da zona de troca de marcha e o pivô duplo fazem diferença logo nas primeiras voltas: o pé sobe e desce com menos esforço e mais precisão. Em quedas contra pedra ou raiz, os os de flexão frontal e as zonas de amortecimento no tornozelo absorvem parte do impacto antes que ele chegue à articulação.
Em trilhas longas, o forro interno e a construção em couro camurça com microfibra seguram o pé sem gerar pontos de pressão que incomodam depois de horas em cima da moto. O indicador de desgaste da sola tira a dúvida sobre quando trocar, algo que costuma passar despercebido até faltar aderência no pino do pé de apoio.
A Tech 7 Red Bud atende o piloto de motocross ou trilha técnica com frequência e busca o nível de proteção da linha Tech 7, com o diferencial de uma pintura comemorativa em edição limitada. Também é uma peça de interesse para quem acompanha o AMA Motocross e quer uma bota ligada à etapa de Red Bud e ao 4 de julho.
Edição | Red Bud, edição limitada · lançamento em 4 de julho, etapa de Red Bud do AMA Motocross
Cores | predominância azul e vermelho, inspiradas na bandeira dos Estados Unidos
Zona de troca de marcha | base assimétrica em TPU · alma metálica · biqueira reforçada
Sistema de pivô | pivô duplo medial e lateral, baixo perfil
Flexão frontal | os amortecedores no fole (bellow) frontal
Amortecimento | zonas de impacto no tornozelo e na espinela
Indicador de desgaste | camada vermelha na sola · reforço em Kevlar® logo abaixo
Proteção em TPU | biqueira · peito do pé · calcanhar · tornozelo · batente · espinela
Parte superior | couro camurça · microfibra leve
Proteção do tendão | ponte traseira em TPU
Forro interno | tecido com espuma 3D de célula aberta · reforço em camurça no calcanhar
Sola | peça única · borracha vulcanizada de dois compostos
Certificação | CE, norma EN 13634:2017
Fechamento | presilhas em polímero sobre alumínio · autoalináveis · destravamento rápido
Fole traseiro | microfibra macia com vedação sobreposta
Painel medial | TPU estendido com o de borracha vulcanizada resistente a calor
Espinela | TPU compacto · encaixe amplo · fechamento em velcro
Peso aproximado do par | 3,3 kg, variando conforme o tamanho |
A Tech 7 Red Bud é diferente da Tech 7 comum na proteção?Não. A engenharia de proteção segue a base da Tech 7 atual. O que muda nessa edição é a pintura comemorativa em azul e vermelho, ligada à etapa de Red Bud do AMA Motocross.
Serve para motocross e para trilha?Sim. A construção da Tech 7 atende os dois usos, com proteção pensada para impacto e abrasão tanto em pista quanto em trilha técnica.
Quantos pares dessa edição serão produzidos?Essa informação não veio nos dados enviados. Recomendamos confirmar com a Alpinestars antes de publicar um número de tiragem.
Quanto pesa a bota?Peso aproximado de 3,3 kg o par, variando conforme o tamanho.
A sola é substituível?Sim, ela pode ser substituída.
Ela tem certificação de segurança?Sim. É certificada CE segundo a norma EN 13634:2017, padrão europeu para calçado de proteção de motociclistas.
A Tech 7 Red Bud une a engenharia que já conhecemos da linha Tech 7, pivô duplo, os de flexão frontal, proteção extensiva em TPU, a uma pintura que marca a etapa de Red Bud e o 4 de julho. Para quem já procurava uma Tech 7 e gosta da história por trás da edição, essa é a versão certa para calçar essa temporada.
Fale o que está buscando