Triumph 400: Thruxton e Tracker

A Triumph acabou de colocar nas lojas a Thruxton 400 e a Tracker 400, duas motos que dividem a mesma base mecânica mas foram feitas para pilotos bem diferentes. Aqui você vê preço, ficha, a diferença real entre uma café racer e uma flat track no dia a dia, e o que vestir em cada uma sem passar aperto no asfalto quente do Brasil.

Se você acompanha a linha 400 da Triumph, já sabia que era só questão de tempo. As irmãs Speed 400 e Scrambler 400 X abriram caminho, e agora chegaram as duas versões que mais mexem com quem curte moto de estilo. A novidade saiu hoje e as duas já aparecem no site oficial de ofertas da marca, disponíveis em lojas de todo o país.

A Tracker 400 sai por R$ 30.990. A Thruxton 400 sai por R$ 34.990. As duas aceitam financiamento com entrada e parcelamento em até 24 vezes, conforme as condições do portal da Triumph.

O que muda entre a Thruxton 400 e a Tracker 400

As duas nasceram da mesma plataforma, fruto da parceria da Triumph com a Bajaj. O coração é o motor monocilíndrico TR-Series de 398 cm³, refrigerado a líquido, que entrega 42 cv de potência e 3,7 kgf.m de torque. É um pouco mais forte que o conjunto das irmãs que já estavam por aqui, o que muda a resposta na saída e na retomada.

O pacote eletrônico é o mesmo nas duas: freios com ABS, controle de tração, acelerador eletrônico ride-by-wire e câmbio de seis marchas. Ou seja, no fundamental, você pilota o mesmo motor. A diferença mora na ergonomia, no acabamento e na ciclística, e é aí que a escolha vira uma questão de identidade.

Thruxton 400: a café racer de verdade

A Thruxton segue a linhagem clássica das café racers. Semicarenagem frontal, guidão mais baixo, postura inclinada para frente e um visual esportivo que puxa o peso do corpo para a moto. É a moto de quem quer curva de fim de tarde, uma pilotagem mais dinâmica e aquele desenho que faz virar cabeça no posto.

Essa postura tem consequência prática. Você apoia mais peso nos punhos e no tronco, o corpo fica exposto ao vento e a pilotagem pede firmeza. Não é desconforto, é o jeito café racer de andar. Mas é bom saber disso antes de escolher, porque muda o tipo de equipamento que faz sentido.

Tracker 400: a flat track para o dia a dia

A Tracker vai pelo caminho oposto. Inspiração nas motos de flat track, visual mais robusto, guidão largo e postura ereta. É a pegada de quem quer conforto no trânsito, boa visão da pista e uma moto que topa tanto o corre urbano quanto uma estrada de fim de semana.

A posição sentada mais reta tira carga dos punhos e distribui melhor o peso. Isso ajuda demais em cidade grande, no vai e volta do trabalho, onde a café racer cansa mais rápido. Se a sua rotina é semáforo, buraco e trânsito, a Tracker joga a seu favor.

Para quem cada uma faz sentido

Vale pensar no uso real antes do estilo. A Thruxton pede um piloto que curte pilotagem esportiva e aceita trocar um pouco de conforto por atitude. A Tracker atende quem roda todo dia, quer versatilidade e não abre mão de sentar reto.

As duas vão aparecer de perto na Capital Moto Week 2026, um dos maiores eventos de moto do país, onde a Triumph deve levar a linha 400 completa para o público conhecer ao vivo. Se você está na dúvida, sentar nas duas no mesmo dia resolve boa parte da conversa.

Comprou a moto, agora vem a parte que protege você

Moto nova é só metade da história. A outra metade é chegar inteiro. E aqui entra um ponto que muita gente deixa para depois: o equipamento certo muda a experiência com a Triumph 400 mais do que qualquer acessório cromado.

O estilo retrô dessas motos abre uma armadilha. É tentador andar com capacete aberto bonito e jaqueta de moda, sem pensar em proteção de verdade. Dá para ter o visual clássico sem ficar exposto. Só é preciso escolher o que combina com cada postura de pilotagem.

Capacete: o retrô que protege

Na Thruxton, a pilotagem inclinada e a velocidade em curva pedem um capacete que segure o vento e proteja o queixo. Um fechado com pegada retrô, ou um cara de gato bem construído, entrega o visual café racer sem abrir mão da mentoneira. A ventilação conta muito no calor brasileiro, então olhe entradas de ar e viseira com boa vedação.

Na Tracker, o uso urbano diário combina com capacete fechado leve e boa ventilação, ou um modelo escamoteável para quem para bastante e gosta de abrir no sinal. O importante nas duas é a certificação e o encaixe firme, sem folga lateral.

Jaqueta: proteção que aguenta o dia

Jaqueta de couro casa com a estética das duas motos, mas o que importa é ter proteção nos ombros e cotovelos e, de preferência, encaixe para protetor de coluna. No Brasil, o calor pesa, então jaquetas com forro removível e entradas de ventilação resolvem o verão sem te obrigar a andar sem proteção.

Para quem vai encarar a Tracker no corre urbano o ano inteiro, um modelo têxtil ventilado com proteções pode fazer mais sentido no dia a dia. Para a Thruxton de fim de tarde, o couro entrega estilo e abrasão na medida.

Luvas e botas: o que ninguém vê e todo mundo precisa

Luva é o primeiro contato com o chão em qualquer queda, por reflexo. Uma luva com proteção nos nós dos dedos e reforço na palma já muda o resultado de um tombo bobo. Na café racer, com mais peso nas mãos, a pegada e o conforto contam ainda mais nas rodadas longas.

Bota fecha a conta. Cano médio, proteção no tornozelo e sola firme dão segurança nos apoios e nas manobras. Combina com o visual das duas e evita a torção besta ao pé no chão em piso irregular.

Vale a pena a Triumph 400?

Como pacote, a proposta é forte. Você leva o nome Triumph, um motor de 42 cv que dá conta do recado na cidade e na estrada leve, eletrônica moderna com ABS e controle de tração, e um estilo que quase nenhuma rival de 400 entrega com essa pegada retrô. Para muita gente, é a porta de entrada no mundo Triumph sem pular direto para as motos de maior cilindrada.

O ponto de atenção é o mesmo de sempre com moto de estilo: o custo real inclui o equipamento. Reserve uma parte do orçamento para capacete, jaqueta, luva e bota de verdade. É o que transforma a moto bonita em moto para rodar tranquilo por anos.

Perguntas frequentes

Qual o preço da Triumph Thruxton 400 e da Tracker 400 no Brasil?

A Tracker 400 sai por R$ 30.990 e a Thruxton 400 por R$ 34.990. As duas já estão disponíveis nas lojas e aceitam financiamento em até 24 vezes, conforme o portal oficial de ofertas da marca.

Qual a diferença entre a Thruxton 400 e a Tracker 400?

As duas usam o mesmo motor de 398 cm³ com 42 cv. A Thruxton é uma café racer, com semicarenagem, guidão baixo e postura esportiva. A Tracker tem pegada de flat track, guidão largo e postura ereta, mais confortável para o uso urbano.

Quanto de potência tem o motor da Triumph 400?

O motor monocilíndrico TR-Series de 398 cm³, refrigerado a líquido, entrega 42 cv de potência e 3,7 kgf.m de torque, com câmbio de seis marchas.

A Triumph 400 tem ABS e controle de tração?

Sim. As duas versões vêm de série com freios ABS, controle de tração e acelerador eletrônico ride-by-wire.

Qual capacete combina com uma café racer como a Thruxton 400?

Um capacete fechado com pegada retrô ou um cara de gato bem construído entrega o visual clássico sem abrir mão da proteção do queixo. Priorize boa ventilação e vedação da viseira por causa do calor.

Onde vou poder ver a Triumph 400 de perto?

A Triumph deve expor a linha 400 na Capital Moto Week 2026, um dos principais eventos de moto do calendário brasileiro.


A chegada da Thruxton 400 e da Tracker 400 amplia a linha de acesso da Triumph e coloca duas propostas de estilo bem distintas na mesma faixa de preço. A café racer para quem quer atitude, a flat track para quem quer rodar reto todo dia. A escolha é de identidade, e a decisão fica melhor quando você senta nas duas.

Seja qual for a sua, o próximo passo é o mesmo: se equipar direito para aproveitar a moto sem sustos. Dá uma olhada nas opções de capacete, jaqueta, luva e bota que combinam com o seu estilo de pilotagem e monta um kit que acompanha você por muito rodado.