Seleção Brasileira para o Motocross das Nações está definida
O Brasil já tem seus três titulares para o Motocross das Nações 2026. Fábio Santos correrá na MXGP, Enzo Lopes representará o país na Open e Salvador Perez fará sua estreia na MX2. Guilherme Bresolin foi escolhido como piloto reserva.
A definição foi divulgada em 1º de agosto e fecha a formação que viajará para Ernée, na França, onde o principal evento por equipes do motocross mundial será disputado entre 2 e 4 de outubro de 2026.
O time reúne experiência, liderança nos campeonatos nacionais e uma aposta jovem. Fábio vai para sua nona participação, ampliando o recorde brasileiro. Enzo vestirá as cores do país pela quinta vez. Salvi, aos 18 anos, chega como líder da MX2 no Brasileiro e será o estreante da equipe.
Depois do 12º lugar conquistado em 2025, melhor resultado do Brasil na história do evento, a expectativa sobe. Repetir ou melhorar aquela campanha exigirá velocidade, regularidade e uma preparação sem improviso.
Quem são os pilotos do Brasil no MXoN 2026
A escolha final seguiu os critérios técnicos apresentados pela Confederação Brasileira de Motociclismo na abertura do projeto. O momento de cada piloto no Campeonato Brasileiro de Motocross pesou na decisão.
Enzo Lopes lidera a MX1. Salvador Perez ocupa a ponta da MX2. Fábio Santos é o brasileiro mais bem colocado na categoria principal depois de Enzo. Cada um assume uma classe diferente no Nações.
Fábio Santos na MXGP
Fábio Santos será o representante brasileiro na MXGP com a Yamaha Monster Energy Geração. Esta será sua nona participação no Motocross das Nações, número que o mantém como recordista do país em aparições no evento.
Essa experiência tem valor porque o Nações não funciona como uma etapa comum de campeonato. Há pressão por resultado coletivo, pista cheia de pilotos rápidos e pouco espaço para corrigir um fim de semana ruim. Saber administrar largada, tráfego e risco pode valer tanto quanto uma volta veloz.
Fábio também esteve na formação responsável pelo histórico 12º lugar em 2025. Ele chega como referência para uma equipe que terá um estreante na MX2.
Enzo Lopes na Open
Enzo Lopes correrá na categoria Open com a Honda Racing. Líder da MX1 no Brasileiro de 2026, ele retorna para sua quinta participação no MXoN.
A bagagem construída em temporadas nos Estados Unidos coloca Enzo entre os principais nomes técnicos da seleção. Ele conhece o ritmo das provas internacionais, já enfrentou gates muito fortes e também fez parte do melhor resultado brasileiro, obtido no ano passado.
A categoria Open permite que a equipe organize sua formação de acordo com a estratégia definida para o evento. A publicação oficial confirma Enzo na classe, mas não detalha no anúncio as configurações técnicas que ele utilizará em Ernée. Qualquer informação sobre modelo, cilindrada ou acerto específico antes da divulgação da equipe seria especulação.
Salvador Perez estreia na MX2
Salvador Perez, o Salvi, é a novidade. Aos 18 anos, o líder da MX2 no Brasileiro fará sua primeira participação no Motocross das Nações com a Yamaha Monster Energy Geração.
Apesar de estreante no evento, ele já possui experiência em competições europeias. O piloto tem raízes brasileiras pelo lado materno, com ligação familiar com Goiás, e ganhou espaço entre os torcedores pela velocidade mostrada durante a temporada nacional.
Salvi não estava inicialmente na primeira lista do projeto por causa do critério de no máximo dois pilotos por fabricante. A lesão de Bernardo Tibúrcio abriu a vaga, e Salvador foi chamado por ocupar a melhor posição técnica disponível na MX2.
Não é uma entrada apenas para completar a formação. Liderar a categoria nacional e competir na Europa mostram que o jovem chega com resultado para defender seu lugar.
Guilherme Bresolin será o reserva
Guilherme Bresolin, da Factory Kawasaki Brasil, foi definido como reserva. O piloto de 20 anos foi campeão brasileiro da MX2 em 2023 e disputou o Motocross das Nações naquele mesmo ano.
Ter um reserva com experiência internacional protege o planejamento contra lesões e imprevistos até outubro. Bresolin conhece o ambiente do evento e poderá assumir a missão caso a equipe precise alterar a formação.
Por que Bernardo Tibúrcio ficou fora
Bernardo Tibúrcio integrava o grupo anunciado para a fase de preparação, mas não estará na formação final. O piloto trata problemas físicos, especialmente uma lesão no joelho, e deverá passar por procedimento cirúrgico.
A Yamaha informou anteriormente que não seria possível garantir sua recuperação completa até o Motocross das Nações. A decisão foi priorizar um retorno seguro, sem acelerar o tratamento para tentar cumprir o calendário.
Esse ponto merece ser tratado de forma direta. Bernardo não perdeu a vaga por desempenho. Ele vinha de um pódio no Europeu EMX250 e de vitórias no Campeonato Espanhol. A mudança aconteceu por condição física, e Salvador Perez assumiu a posição seguindo o ranking técnico estabelecido.
Para uma seleção, levar três pilotos em plena condição é fundamental. Uma lesão pode afetar a velocidade, mas também aumentar a chance de queda e comprometer o resultado coletivo.
O que torna Ernée um desafio especial
Ernée é um dos palcos mais conhecidos do motocross francês. A atmosfera costuma ser intensa, com público próximo da pista e forte tradição na modalidade. Em um evento com as principais seleções do mundo, o traçado recebe muito mais voltas e muda rapidamente ao longo do programa.
Para o Brasil, a preparação envolve mais do que velocidade pura. Os pilotos competem por equipes diferentes durante o ano, usam motos de fabricantes distintos e chegam com rotinas próprias. No Nações, precisam funcionar como um único time.
Isso inclui comunicação entre pilotos, mecânicos e chefia, leitura coletiva das condições da pista e decisões que consideram a pontuação do país. Às vezes, salvar uma posição depois de uma queda é mais importante do que assumir um risco alto tentando recuperar várias de uma vez.
O projeto brasileiro prevê estrutura técnica, mecânicos, preparação física, suporte operacional e um período de adaptação em Ernée. Quanto mais cedo a equipe alinhar procedimentos, menor será a chance de perder tempo com detalhes fora da pista.
O equipamento precisa estar pronto para três estilos
Óculos e lentes podem decidir uma corrida
Em uma pista cheia, a visibilidade muda em segundos. Poeira, barro, canaletas e variação de luz exigem uma estratégia de lentes e sistemas de limpeza adequada ao clima. O piloto precisa enxergar a entrada da canaleta mesmo quando está no meio do pelotão.
As escolhas finais dependem das condições encontradas na França. Não existe uma lente universal para qualquer situação. Equipe e piloto precisam avaliar luminosidade, umidade e quantidade de sujeira projetada antes de cada entrada na pista.
O Brasil pode repetir o resultado de 2025?
O 12º lugar do ano passado mudou a referência. Agora existe prova concreta de que o Brasil pode disputar uma posição forte quando leva pilotos preparados e uma estrutura organizada.
Repetir a colocação, porém, não será automático. O Motocross das Nações reúne formações diferentes a cada temporada, e uma única queda pode mudar toda a classificação. O primeiro objetivo será colocar os três pilotos em condição de executar corridas limpas.
Fábio oferece experiência. Enzo chega como líder da principal categoria nacional e com bagagem americana. Salvi leva juventude, velocidade e a confiança de quem lidera a MX2. Bresolin garante uma opção de reserva com currículo.
Essa mistura faz sentido. Não promete resultado antes da largada, mas entrega ao Brasil uma equipe baseada no que está acontecendo na pista em 2026.
Uma seleção que representa o momento do motocross brasileiro
A formação mostra dois movimentos importantes. Os nomes experientes continuam competitivos, enquanto uma geração jovem começa a ganhar espaço internacional. Salvador Perez estreia aos 18 anos, Guilherme Bresolin assume a reserva aos 20 e Bernardo Tibúrcio permanece como parte importante do futuro, mesmo fora desta edição por lesão.
O desafio agora é transformar bons nomes em desempenho coletivo. Até outubro, preparação física, recuperação, treinos e logística serão tão importantes quanto os resultados individuais nos campeonatos.
Quando o gate baixar em Ernée, Fábio Santos, Enzo Lopes e Salvador Perez carregarão uma meta clara: defender o melhor momento do Brasil no Motocross das Nações e mostrar que o 12º lugar de 2025 pode ser o começo de uma fase mais forte, não um resultado isolado.
FAQ
Quem correrá pelo Brasil no Motocross das Nações 2026?
Fábio Santos competirá na MXGP, Enzo Lopes na Open e Salvador Perez na MX2. Guilherme Bresolin será o piloto reserva.
Quando e onde será o MXoN 2026?
O evento está programado para os dias 2, 3 e 4 de outubro de 2026, em Ernée, na França.
Por que Bernardo Tibúrcio não foi convocado para a equipe final?
Bernardo trata lesões no joelho e nas costas, com procedimento médico previsto. A prioridade anunciada por piloto e equipe é realizar uma recuperação completa e segura.
Quantas vezes Fábio Santos disputou o Motocross das Nações?
A edição de 2026 será sua nona participação, ampliando o recorde entre os pilotos brasileiros.
Qual foi o melhor resultado do Brasil no MXoN?
O Brasil terminou a edição de 2025 em 12º lugar, seu melhor resultado histórico segundo as fontes oficiais consultadas.